Hospital Regional de Divinolândia implanta
Centro de Reabilitação Visual
O Hospital Regional de Divinolândia possui uma, das cinco unidades
de reabilitação visual do país, disponível
à população pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
Em funcionamento desde fevereiro de 2010,
o objetivo da unidade implantada no Hospital Regional de Divinolândia
é realizar o atendimento às pessoas com deficiência
visual promovendo ações de habilitação/reabilitação,
garantindo às mesmas, atenção integral de prevenção
e promoção da saúde ocular, bem como, o desenvolvimento
global do paciente.
O serviço é realizado pela
equipe interdisciplinar (assistência social, enfermagem, fisioterapia,
oftalmologia, pedagogia, psicologia, terapia ocupacional, orientação
e mobilidade) a qual viabiliza intervenções que estimulam
no paciente sua autonomia (exercício das atividades da vida diária
e civil), inclusão escolar/social e, conseqüentemente, a
promoção da cidadania e qualidade de vida.
O acompanhamento especializado também
vai permitir a adaptação dos usuários aos recursos
ópticos fornecidos pelo SUS, como óculos especiais, sistemas
telescópicos, lupas, próteses oculares e bengalas.
A atenção especializada
e integral aos usuários constitui um serviço inovador
no CONDERG que abrange o atendimento a 20 municípios da região.
O serviço é um avanço na implantação
da Política Nacional de Saúde para Pessoa com Deficiência.
Nele será oferecido o atendimento necessário para que
a pessoa com baixa visão ou cegueira desenvolva suas potencialidades
e enfrente com maior autonomia as dificuldades do seu dia-a-dia.
ESTATÍSTICA
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no
Brasil, a prevalência de cegueira na população é
de 0,3% e de baixa visão, 1,7%, A pessoa com baixa visão
é aquela que mesmo após tratamentos ou correção
óptica apresenta diminuição considerável
de sua função visual. A maior parte da população
considerada cega tem, na verdade, baixa visão e é, a princípio,
capaz de usar sua visão para realizar tarefas.
Para cada pessoa cega há em média,
3 ou 4 com baixa visão. Já o paciente com cegueira é
aquele que perde totalmente a visão por diversas causas, que
vão desde traumas oculares até doenças congênitas.
A prevalência de doenças
oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço
da idade. As taxas maiores de cegueira e baixa visão são
observadas com o aumento da vida média da população.
Na população com mais de cinqüenta anos de idade
as principais causas de cegueira são: catarata, o glaucoma, a
retinopatia diabética e a degeneração macular (perda
da visão no centro do campo visual, a mácula) relacionada
a idade.
POLÍTICA NACIONAL
A Política Nacional da Pessoa
com Deficiência criada pelo Ministério da Saúde
busca proteger a saúde e reabilitar a pessoa com deficiência.
Os recursos para a política tiveram acréscimo de R$ 115
milhões em 2009, sendo que R$ 75,5 milhões já foram
repassados aos municípios. Os 39,1 milhões restantes serão
destinados a implantação dos serviços de reabilitação
visual.
De 2002 a 2009, foram implantadas 53
unidades em reabilitação física, totalizando 156
existentes no país. Hoje o país já conta com 142
unidades de saúde auditiva, implantadas a partir de 2004. Essas
unidades, que promovem a reabilitação e a aquisição
de órteses e próteses para pessoas com deficiência
física ou deficiência auditiva atendem entre 280 a 300
mil pessoas por ano.
A redução da fila de espera
por órteses e próteses e a melhora na qualidade do atendimento
a pessoas com deficiência é uma das metas do programa Mais
Saúde do Ministério e da Agenda Social de Inclusão
das Pessoas com Deficiência do Governo Federal. Lançada
em 2007 (Decreto 6.215 de set/07), a Agenda tem o objetivo de promover
maior cobertura das ações para os 14,5% da população
que possuem algum tipo de deficiência.
Luciana Brandão- Assessoria de Imprensa-
Conderg